A diocese de Rio Branco com o apoio da Comissão Episcopal para a Amazônia (CEA) da Conferencia Nacional do Bispos do Brasil (CNBB) e da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), realiza a partir de hoje (15), e vai até domingo dia (17), o Seminário Laudato Si (Louvados Sejas). Este é o 15º Seminário e o último realizado nos Regionais da CNBB, na Amazônia Legal. Começaram em 2016 e se conclui em novembro de 2017 com Seminário Geral.
A realização dos Seminários tem como objetivo, a partir da Carta Encíclica do papa Francisco Laudato SÍ, sobre o cuidado da Casa Comum, o planeta Terra, tecer redes e estabelecer intercâmbios na discutição e compromissos diante dos impactos socioambientais que a Amazônia e seus povos vêm sofrendo.
A programação inicia nesta sexta-feira (15), a partir das 18h, no Calçadão da Gameleira que foi primeira rua de Rio Branco e fica à margem direita do Rio Acre. Hoje o evento está aberto à participação do público em geral, já a partir de amanhã (16), participarão pessoas inscrita com antecedência.  Serão 120 participantes, dentre estes: povos indígenas lideranças de comunidades tradicionais, especialistas e pesquisadores que debater sobre o meio ambiente, realidade povo ribeirinho, indígenas, questões agrárias, migração, tráfico humano, realidade urbana e os grandes projetos que chegam à Amazônia. E assim identificar e fortalecer iniciativas socioambientais na Acre, possibilitando intercâmbio de saberes e de ações. Serão debatidas questões como o desmatamento desenfreado, a contaminação dos rios, as violações aos direitos humanos e da natureza, no contexto amazônico.
 
Sobre a Repam – A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) foi fundada oficialmente em setembro de 2014. O nascimento se dá a partir de uma provocação da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida (SP), no ano de 2007, em que sugeriu: “Criar nas Américas a consciência sobre a importância da Amazônia para toda humanidade. Estabelecer entre as Igrejas locais de diversos países sul-americanos, que estão na bacia amazónica, uma pastoral de conjunto com prioridades diferenciadas para criar um modelo de desenvolvimento que privilegie os pobres e sirva ao bem comum” (DAp 475). Desde então se inicia um diálogo de maturação até se fundar a Repam que abraçasse a realidade da Pan-Amazônia que envolve os nove países que têm a floresta amazônica em seu território: Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. No Brasil a Rede abrange os nove estados brasileiros que têm o bioma Amazônico: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Estado do Maranhão. Amazônia Legal corresponde a área 61% do território brasileiro.
Os Seminários Laudato Sì estão sendo realizados nos vários cantos desse território, dialogando as realidades locais dado que a região amazônica é um dos maiores berços de biodiversidade ecológica e cultural do planeta. A preocupação da Igreja Católica, do papa Francisco com esta região é histórica e volta-se para o cuidado e proteção desta grande casa comum. “A grandeza política mostra-se quando, em momentos difíceis, se trabalha com base em grandes princípios e pensando no bem comum a longo prazo”, (LS, 178).